XXII Domingo do Tempo Comum – Ano B
Pe. Jerônimo Pereira Bezerra
_In Christo per Mariam_
Dt 4,1-2.6-8 /Sl 14 /Tg 1,17-18.21b-22.27 /Mc 7,1-8.14-15.21-23
(1) A liturgia desde domingo propõe-nos a necessidade de cumprir a lei de Deus.
(2) Temos uma dificuldade: o judeu era rigoroso. A lei pela lei, desse modo pensado: a lei é um fardo.
(3) “A lei e toda prática religiosa devem ser caminho de vida, e não um fardo insuportável e asfixiante, tornando a religião algo tristonho e pesado, como se fosse obra de um Deus ciumento e invejoso da nossa felicidade! Jesus critica os fariseus e os escribas por isso: tornaram a religião um fardo pesado e triste, ao invés de ser primeiramente um relacionamento com Deus, íntimo, feliz e amoroso!”(Dom Henrique)
(4)A religião não pode ser jamais um instrumento de opressão, porém de libertação, no amor e misericórdia.
(5) Jesus emite crítica aos judeus, pois são incapazes de discernir o que de fato é divino e o que é costume humano. Tendenciamos as vezes a colocar na “boca” de Deus leis que não são provenientes de sua vontade soberana.
(6) “Vós os guardareis, pois, e os poreis em prática, porque neles está vossa sabedoria e inteligência perante os povos, para que, ouvindo todas estas leis, digam: ‘Na verdade, é sábia e inteligente esta grande nação!’”(Dt 4,6) Sábio é o homem que caminha nos caminhos de Deus. Se saímos ou nos perdemos, tendemos ao fracasso na fé.
(7) O encontro com a Palavra e os seus mandamentos devem nos conduzir à plena verdade.
(8) Na compreensão judaica sobre o homem, o “coração” é a realidade mais profunda do ser humano, ou seja, morada dos sentimentos, dos desejos, dos pensamentos, das emoções, dos projetos e da capacidade de decidir. Daí, o homem toma suas escolhas e reflete sobre seu caminhar. O homem e a mulher de Deus como diz o salmista: “A palavra de Deus é uma lâmpada para os meus pés, e luz para o meu caminho”. (Salmo 118)
(9) Então o que torna o homem impuro? “Escutai, todos, e compreendei: o que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior. Pois é de dentro do coração humano que saem as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo. Todas estas coisas más saem de dentro, e são elas que tornam impuro o homem”. (Mc 7, 23)
(10) Qual a religião verdadeira?
“Com efeito, a religião pura e sem mancha diante de Deus Pai é esta: assistir os órfãos e as viúvas em suas tribulações e não se deixar contaminar pelo mundo.” (Tg 1, 27)
A religião verdadeira não se baseia em rigorismo, mas na prática da caridade e do amor. A lei deve ser um instrumento que nos conduz ao coração de Deus.
(11) “Senhor, quem morará em vossa casa/ e no vosso monte santo habitará?
— É aquele que caminha sem pecado/ e pratica a justiça fielmente;/ que pensa a verdade no seu íntimo/ e não solta em calúnias sua língua.” O salmo deste domingo nos responde como devemos viver ou nos comportarmos como cristãos no mundo.
(12) Invoquemos à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Virgem fiel e prudente, para que sejamos sinceros, dóceis, alegres e cheios de paz. Escutemos e cumpramos a Palavra de Deus, no amor que salva, cura e liberta.
Hoje queremos louvar a Deus por todos os catequistas. Que Jesus, pela intercessão da Virgem, conceda-lhes sempre sua graça e sabedoria.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
Para sempre seja louvado e amado!

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