Homilia 3º domingo Páscoa


Homilia 3º domingo da Páscoa.

Cristo Ressuscitou. Aleluia! 

 

Amados e amadas!


Ainda vivemos as alegrias da Páscoa do Senhor. O evangelho nos direciona para fazermos experiência mais íntima com o Ressuscitado. 


Antes, Jesus estava na “barca” com seus discípulos. Agora, à margem do mar de Tiberíades. Interessante, antes Ele experimentava a agitação do Mar, agora Ele irrompe o tempo, a história e contingência humana. Mas também pode ter outro significado: Ele sempre nos espera. 

Às vezes tendemos a desistir quando nos aparecem as dificuldades. É preciso ouvir o “Senhor”, perceber que é Jesus na nossa vida tantas vezes. 

João diz: “É o Senhor”! Pedro vai se vestir porque estava nu. Também temos vergonha da nossa nudez? No sentido dos nossos pecados. 

Pedro teve pressa: “Atirou-se ao mar”

De fato, Pedro - _est primus inter pares_- é o primeiro entre os iguais. O evangelho revela sua primazia. Deus tem seus desígnios de amor. 

Segundo Tomás de Aquino, 

1. A brasa significa a caridade;  2. Ele mesmo -Cristo que se oferece na Cruz; 3. Também Cristo se faz Pão da Vida. 

Somente João reconhece o Senhor, mas não se enganem, Jesus se dá a conhecer. No amor verdadeiro que brota fé, o discípulo amado reconhece o mestre.

O número 153 representa a universalidade ou totalidade da salvação. 

No diálogo, a Pedro, Jesus pergunta duas vezes:

“_

_Ágapas-me_?” - Tu és capaz de dá a vida por mim?

Pedro responde: " _Filo-se_"- Te amo, como amigo.

Na terceira vez, Jesus pergunta: " _Filos-me_?"- Amas-me como amigo? João narra que Pedro se entristeceu. Talvez a frustração de não corresponder ou não compreender a largueza de sua coragem e do seu amor por Jesus. 

Pedro é chamado a apascentar todo o rebanho do Senhor. 

É inconcebível um católico não reconhecer a necessidade e amor ao papa, sucessor legítimo do apóstolo Pedro.

O papa é o princípio de unidade da Igreja.

Todos devem respeito e obediência ao Papa e aos bispos. 


“Estejamos atentos: não é a Pedro um super-homem a quem o Senhor confia a Sua Igreja; mas a Pedro frágil, a Pedro que O negou, a Pedro humilhado, a Pedro que pode servir até de pedra de tropeço, porque pensa como os homens e não como Deus (Mt 16,23), a Pedro que precisou ser repreendido por Paulo com firmeza “porque estava se comportando de modo censurável” (Gl 2,11).”

As vezes pode parecer que estamos sozinhos na pesca, como outrora os discípulos, mas não nos desesperemos. Cristo está sempre conosco, seja no barco, como na margem, acalmando o vento impetuoso ou mares agitados. 

Com Pedro respondamos para o mundo: “É preciso obedecer a Deus, antes que aos homens.” 

Não estamos nesta vida para agradar as pessoas ou os interesses escusos dos grandes e poderosos, mas para fazer a vontade de Deus e seremos perseguidos, humilhado e ridicularizados, porém não percamos a esperança e o sentido da nossa fé. 


“O Cordeiro imolado é digno de receber

o poder, a riqueza, a sabedoria e a força”. (Ap 5,13)

Somente ao Senhor serviremos e prostramo-nos em adoração. Nunca devemos nos curvar às ideologias nefastas ou a outros deuses. 

No final, a síntese desta belíssima liturgia da palavra: obediência e fidelidade a Deus e a Sua igreja. A palavra tem sua etimologia em - _ob audire_ - está voltado para ouvir.

Precisamos, como aqueles pescadores e os discípulos, aprender a ouvir a Deus e a fazer sua vontade.

Que a Virgem Maria nos ajude a ter coragem para lançar a rede e ouvir a Palavra de Deus e colocá-la em prática. 



“ _Agapas-me_  ” - 2x - Tu me amas? És capaz de dar a vida por mim?

Na terceira vez - _Filos-me_..., Tu me amas como amigo?

As três repostas de Pedro: "Te amo como amigo".

Pedro se entristece.

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