O martírio nos dias de hoje!
Ó feliz, santa Igreja católica, apostólica e romana! Ainda hoje, há homens e mulheres capazes do martírio (testemunho) por causa de Cristo.
O mundo perplexo com o conflito hamas-Palestina, milhares de pessoas morrendo pela ganância, ódio e orgulho. Crianças, mulheres, jovens e idosos tratados como mercadoria de barganha. Ora, a vida sendo tratada do modo mais vil possível. A lógica da guerra sempre é irracional e incompreensível. “Continuo a seguir com muita dor o que está a acontecer em Israel e na Palestina. Penso em muitos…, especialmente nas crianças e nos idosos. Renovo o apelo pela libertação dos reféns e peço vivamente que as crianças, os doentes, os idosos, as mulheres e todos os civis não sejam vítimas do conflito”. (Papa Francisco)
A guerra é a derrota política das nações. Quando não se consegue dialogar pacificamente, a guerra e o uso bélico para engodamente resolver os conflitos é um instrumento perverso, pois vidas são ceifadas cruelmente. Contudo, o tema de que me propus falar nesta crítica é o martírio. "Deixai-me ser alimento das feras; por elas pode-se alcançar a Deus. Sou trigo de Deus, serei triturado pelos dentes das feras para tornar-me o puro pão de Cristo. Rogai a Cristo por mim, para que por este meio me torne sacrifício para Deus." (Santo Inácio de Antioquia, bispo e mártir) O martírio é sempre um testemunho amoroso de entrega pela fé. "Estou pronto para uma troca, qualquer coisa, se isso puder levar à liberdade, para trazer as crianças para casa, não há problema, há uma vontade total da minha parte". (Cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino de Jerusalém). As palavras e a coragem do cardeal, tocaram profundamente meu coração sacerdotal.
Ter parresia para ser tornar oblata ou hóstia viva de sacrifício em vista do amor de Cristo pelos mais pobres e vulneráveis, esta é verdadeiramente a Igreja de Jesus. O poder transformado em dom, carisma e caridade, mais do que uma hermenêutica puramente marxista, através do método do materialismo histórico dialético, mas é pura e genuína teologia inspirada na cruz de Cristo, que se fez oferta de amor. "A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina." (1 Cor 1, 18) . _Sì, solo questa forza è in grado di toccare i nostri cuori per amare Gesù più di noi stessi. تدفعنا إلى العيش بنعمته. "'iina quat mahabat almasih balighat lidarajat 'anaha tadfaeuna 'iilaa aleaysh biniematihi_." (A força do amor a Cristo é tão eloquente que nos impulsiona a viver da sua graça). Então, diante da maldade presente no coração de alguns homens, o que podemos fazer? "É por isso que sentimos a necessidade de rezar, de voltar o nosso coração para Deus Pai. Só assim, podemos obter a força e a serenidade necessárias para suportar estes tempos difíceis, recorrendo a Ele, em oração e intercessão, para implorar e clamar a Deus no meio desta angústia", comenta o cardeal Pizzaballa.
Concluo este brevíssimo texto, tomo a consciência sempre mais vigorosa da necessidade de me fazer oferta diária, nos meus martírios e sacrifícios por amor a Jesus. Sem fazer da vida oferta generosa, o ser cristão perde seu sentido. _Preghiamo per tutti, affinché di fronte al dolore e alla tristezza affidino la loro vita nelle mani di Dio_.

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