A Influência das Telas no Cotidiano e a Necessidade de Higiene Mental
Resumo
Este artigo explora os efeitos prejudiciais do uso excessivo de telas digitais na vida contemporânea, com foco nos impactos psicológicos e sociais. Relatos pessoais e dados recentes destacam como o consumo desmedido das redes sociais pode intensificar a ansiedade, a inquietação e a dependência emocional, além de comprometer habilidades cognitivas e interpessoais. O texto propõe práticas de higiene mental, como a redução do tempo de uso das redes, visando à melhoria da qualidade de vida e saúde emocional.
Introdução
O uso constante de telas digitais, como smartphones e computadores, afeta de maneira significativa a vida das pessoas. A influência é tão intensa que, muitas vezes, torna-se imperceptível o grau de dependência emocional que esses dispositivos e as redes sociais podem gerar.
Enfrentamos um dilema: de um lado, a necessidade das redes sociais e dos aparelhos eletrônicos para nos comunicarmos, vivermos e trabalharmos; do outro, o impacto nocivo de seu uso na saúde. Em uma sociedade cada vez mais hiperativa e impulsiva, faz-se um convite à reflexão: aquietar-se, ter momentos de prazer e buscar a dopamina em outras realidades que não gerem tanto vício. Passamos boa parte do nosso tempo precioso nas telas, sendo cientificamente comprovado que o uso excessivo das redes sociais, dos jogos eletrônicos e de outras telas prejudica o desenvolvimento neuropsíquico.
Relato Pessoal de Higiene Mental
Recentemente, propus-me adotar uma prática de “higiene mental”. Desativei o Instagram, limitei o uso do WhatsApp e excluí todas as demais redes sociais. Essa abstinência revelou-se essencial para amenizar ou até eliminar a ansiedade e a inquietação. Durante esse período, observei uma melhora na qualidade do sono, especialmente durante a tarde. Contudo, essa mudança não é fácil, pois a dependência das telas se instala de forma sutil, tornando-nos reféns das redes sociais e da vida alheia.
Discussão
Segundo Aguilar (2024), “o uso em demasia [das redes sociais] também pode gerar dependência de validação externa. O consumo em excesso prejudica a linguagem, a criatividade e a tomada de decisões, além de dificultar os relacionamentos entre pares. Os fatores socioemocionais também são impactados, manifestando-se por meio da comparação constante, da busca por padrões de beleza e de relacionamentos superficiais”.
Dessa forma, é imperativo refletir: como criar mecanismos de proteção para crianças e adultos, promovendo a devida higiene emocional e psicológica? Vivemos uma época em que as relações tendem a ser cada vez mais virtuais e superficiais, um fenômeno que se torna mais evidente a cada dia.
Dados sobre o Uso das Telas no Brasil
O Brasil está entre os países onde se passa mais tempo utilizando smartphones, telas e dispositivos eletrônicos, com uma média de nove horas diárias de uso da internet. O brasileiro, atualmente, se comunica, consome, informa-se e interage socialmente, em grande parte, por meio de dispositivos digitais (Electronicshub, 2024). De acordo com um levantamento, o Brasil ocupa a segunda posição mundial em tempo de uso de telas, ficando atrás apenas das Filipinas (Datareportal, 2023).
Impactos Neurológicos e Psicológicos
É fundamental conscientizar a sociedade sobre os riscos neurológicos e psicológicos associados ao uso excessivo das telas, que podem impactar gravemente crianças, adolescentes e adultos. O uso intensivo das redes sociais e dispositivos eletrônicos está tornando as pessoas mais frias, frágeis, voláteis e suscetíveis ao adoecimento emocional.
Conclusão
A prática de higiene mental é uma estratégia essencial para promover o bem-estar psicológico em um mundo cada vez mais digital. Reduzir o tempo de tela e estabelecer limites no uso das redes sociais são passos importantes para amenizar os efeitos negativos do consumo digital excessivo e promover uma vida emocionalmente mais saudável.
Referências
AGUILAR, Renata. Esse uso em demasia também pode gerar dependência de validação externa. O consumo em excesso prejudica a linguagem, a criatividade e a tomada de decisões, além de dificultar os relacionamentos entre pares. Os fatores socioemocionais também são impactados, manifestando-se por meio da comparação constante, da busca por padrões de beleza e de relacionamentos superficiais.
ELECTRONICSHUB. The Average Screen Time and Usage by Country. Disponível em: https://www.electronicshub.org/the-average-screen-time-and-usage-by-country/. Acesso em: 12 nov. 2024.
DATAREPORTAL. Digital 2023: Brazil. Disponível em: https://datareportal.com/reports/digital-2023-brazil. Acesso em: 12 nov. 2024.
TERRA. Uso excessivo de telas pode afetar desenvolvimento cognitivo. Disponível em: https://www.terra.com.br/noticias/uso-excessivo-de-telas-pode-afetar-desenvolvimento-cognitivo,7987c08675a02a680536118507342c90pcz8oqaa.html?utm_source=clipboard. Acesso em: 12 nov. 2024. Publicado em: 31 out. 2024.

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