O Tempo Está Passando — E Você Está Vivendo ou Apenas Sobrevivendo?


Hoje, logo cedo, meus pensamentos se voltaram para um tema inevitável e, por vezes, desconcertante: a brevidade da vida. Sim, o tempo passa — e nós passamos com ele. A existência é efêmera, fugaz, como a brisa que sopra e logo se dissipa.

Por que então nos prendemos tanto ao que é secundário? Por que gastamos energia com sentimentos, pensamentos e emoções que, no fundo, pouco acrescentam à nossa essência? Como canta Maria Bethânia, o tempo é o “compositor do destino”. Contudo, esse mesmo tempo que nos guia, também nos testa. Pode ser generoso, mas também implacável.

Algumas pessoas merecem o investimento do nosso tempo; outras, precisamos aprender a deixar que o próprio tempo revele seu real valor. E talvez, no futuro, percebam que o tempo que não nos dedicaram foi, na verdade, um tempo perdido.

Espere… Confie. No tempo certo, tudo acontece. A ansiedade nos corrói, querendo que a vida se encaixe no compasso do nosso desejo. Mas esquecemos que não somos os maestros do tempo. “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu” (Eclesiastes 3:1).

Como lembra Viktor Frankl, psiquiatra e sobrevivente do Holocausto:

“Quando não somos mais capazes de mudar uma situação, somos desafiados a mudar a nós mesmos.”

Nem sempre estamos prontos para aquilo que nos aguarda. Por isso, a vida — sábia como é — nos faz esperar. Lute. Não desista. Persista. Insista. Afinal, como disse Carl Gustav Jung:

“Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, desperta.”

É necessário atravessar as dores, enfrentar as sombras, suportar o calor da luta e, às vezes, até sangrar, para que um dia possamos reconhecer o verdadeiro valor das nossas conquistas. O sofrimento, como ensina a psicologia existencial, pode ser um caminho para o sentido — desde que o enfrentemos com coragem e consciência.

Caminhe. Não estacione na vida. Assuma a responsabilidade por cada passo, escolha e consequência. Como diz Santo Agostinho:

“O mundo é um livro, e quem não viaja lê apenas uma página.”

Se, em algum momento, for preciso recomeçar, tenha a ousadia e a humildade de dizer: “Preciso seguir por outro caminho.”

O tempo não espera por ninguém, mas nos convida, com delicada firmeza, a vivermos com autenticidade, propósito e fé.

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