HOMILIA XVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO B
Pe. Jerônimo Pereira Bezerra
In Christo per Mariam
- A passagem das codornizes e Maná, independente das possibilidades naturais, torna-se, diante do que o povo estava vivendo, a expressão da intervenção amorosa de Deus.
- O grande pecado do povo: MURMURAÇÃO. Diante da precariedade, o povo incrédulo desafia Deus para que comece a manifestar-se - Javé está ou não no meio de nós? (Ex 17,7)
- Deus é bom sempre. Deus não depende da nossa bondade para favorecer-nos com sua graça e providência. Ser bom é ontológico (natureza) de Javé.
- A preocupação, como no domingo passado, centra-se em imanentismo, ou seja, as coisas se limitam ao material.
- Deus alimenta seu povo. Certamente é um modo peculiar de Deus manifestar sua glória. O maná nos lembra, segundo o vétero testamento, a Palavra de Deus, alimento que nos conduz para a vida eterna.
- No evangelho, voltamos ao discurso do pão da vida. Cristo agora se apresenta como o Pão que sacia nossa fome da eternidade.
- No evangelho joanino, a expressão Pão da vida está profundamente ligada à expressão árvore da vida, símbolo da imortalidade da qual nossos primeiros pais foram privados por causa do pecado.
- Jesus repreendeu seus interlocutores. Qual a motivação para buscá-lo? Eles buscam o Senhor, por causa do alimento em si. Não compreendem que Cristo é o Pão da vida.
- O tema da fé subjaz no evangelho de hoje. Sem fé não há como crer em Cristo.
- É preciso reconhecer que Cristo é o alimento essencial da vida. Viver sem Jesus torna a vida sem gosto e fraca.
- Comenta Santo Agostinho: “Buscais-me por motivos da carne, não do espírito. Quantos há que procuram Jesus, guiados unicamente pelos seus interesses materiais! Só se pode procurar Jesus por Jesus”.
- Como aquela multidão, irmãos e irmãs, ainda somos cegos, fechados em nós mesmos. Não percebemos os sinais de Deus em nossa vida.
- Eles não compreendem. Acham que dependem de realidades humanas ou exteriores, mas crer em Jesus não é simplesmente algo espiritual ou intelectual, crer é um ato da vida. Adesão sincera à sua pessoa e missão.
- Primeiro: aquele maná dado por Moisés não é o pão que vem do céu. É pão terreno mesmo, dado por Deus; pão que mata a fome do corpo, mas não enche de paz o coração. (Dom Henrique Soares da Costa)
- E aqui vem a segunda revelação, surpreendente, consoladora: agora o Pai está dando o verdadeiro maná, o verdadeiro Pão do céu, que dá a vida divina ao mundo. (Dom Henrique Soares da Costa)
- Jesus faz, então, a terceira e desconcertante revelação: “Eu sou o Pão da vida!” Pronto: o pão verdadeiro é uma Pessoa, é ele mesmo! Os pães que ele multiplicara eram imagem dele mesmo, que se nos dá, que nos alimenta, que nos enche de vida: “Eu sou o Pão da vida! O Pão que desce do céu e dá a vida ao mundo! Quem vem a mim nunca mais terá fome de vida e de sentido de existência; quem crê em mim nunca mais terá sede no seu coração!” (Dom Henrique Soares da Costa)
- A Igreja não vive sem Eucaristia. O Pão do céu, que o Pai, na força do Espírito Santo, nos proveu para saciar nosso coração da fome da eternidade.
- Na segunda leitura, somos convidados a romper com o passado e aderir ao novo: Cristo. Não podemos desconfiar da providência de Deus. Sem a confiança total em Deus, “nossa inteligência leva-nos para o nada.” (Ef 4, 17)
Senhor, que ao atravessarmos os desertos da vida ou as noites escuras, confiemos em Ti e no teu amor. Ao comungarmos-vos na Santíssima Eucaristia, possamos ser homens novos. Saciados do Pão da vida, caminhamos felizes para a vida eterna.

Muito bom!
ResponderExcluirMaravilhoso! 👏👏👏
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